Usuários do Google sempre tiveram a opção de usar as ferramentas de Inteligência Artificial da empresa em paralelo às atividades dos demais aplicativos; há quem goste e quem não goste de usá-las. Acontece que, no dia 11 de novembro, foi aberto um processo no estado da Califórnia onde o Google está sendo acusado de ativar o uso de IA deliberadamente e sem o conhecimento dos usuários, nas ferramentas Gmail, Meet e Chat, pelo menos desde outubro. A IA “Gemini” estaria sendo usada secretamente para rastrear comunicações e poderia acessar todo o acervo de e-mails do Gmail, inclusive arquivos anexos, entre outras comunicações.
Não se sabe ao certo se os dados das caixas postais de e-mail estariam sendo usados para treinar a IA. Caso isso esteja acontecendo, há risco de vazamentos de dados confidenciais ou sigilosos, e, de qualquer forma, violação da privacidade dos usuários, com a possibilidade de inferir características pessoais e até o risco de divulgação de conteúdo sensível. É possível desativar o uso de IA nas configurações do Google, mas o procedimento é trabalhoso e a maioria das pessoas não sabe o que está acontecendo.
https://www.deco.proteste.pt/tecnologia/computadores/dicas/como-evitar-que-ia-leia-emails
https://tecnobits.com/pt/Que-dados-os-assistentes-de-IA-coletam-e-como-proteger-sua-privacidade/
Livre-se do Google em 5 semanas (Texto do Movimento Software Livre Brasil)
Vivemos em uma era em que a conveniência digital tem um preço oculto: nossos dados. O Google, com seu ecossistema de produtos integrados — de e‑mail a mapas, de armazenamento em nuvem a sistemas operacionais — tornou-se uma das empresas mais poderosas do mundo justamente por coletar, cruzar e monetizar informações pessoais de bilhões de pessoas.
Embora seus serviços sejam gratuitos e extremamente eficientes, o custo real é pago em privacidade, autonomia e liberdade digital. Cada pesquisa, clique e e‑mail contribui para um perfil de comportamento usado para direcionar anúncios, influenciar decisões e moldar experiências on‑line de forma invisível ao usuário.
Ao depender tanto de uma única empresa, criamos uma relação de dependência tecnológica: se o Google muda suas políticas, remove uma ferramenta ou suspende uma conta, todo o nosso fluxo de trabalho e comunicação podem ser comprometidos. Essa concentração de poder representa não apenas um risco individual, mas também um problema coletivo — reduzindo a diversidade e a concorrência no ambiente digital.
Optar por alternativas é um ato de responsabilidade e autonomia. Migrar gradualmente para serviços que respeitam a privacidade e funcionam de forma aberta e independente ajuda a recuperar o controle sobre os próprios dados, fortalecer o software livre e construir um ecossistema digital mais ético e sustentável.
Este guia propõe um plano prático de cinco semanas para reduzir sua dependência do Google de forma segura, consciente e organizada. Cada etapa traz substituições, dicas e ferramentas que priorizam a privacidade e a liberdade do usuário.
https://softwarelivre.tec.br/livre-se-do-google-em-5-semanas
@MovimentoSoftwareLivre
Não devemos delegar a nenhuma empresa as decisões sobre nossas vidas. O link a seguir oferece uma lista de serviços digitais online e offline com foco na privacidade do usuário, para todos aqueles que se importam e não querem deixar seus destinos nas mãos do GAFAM*.
https://www.privacidade.digital/
*GAFAM é um acrônimo para Google, Amazon, Facebook, Apple, e Microsoft.
